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- Ele atua como bancário e se define como autodidata em astronomia.
Ele atua como bancário e se define como autodidata em astronomia. Mauro é um dos poucos integrantes que permanecem na associação desde a fundação, ao lado de Sigmar Dantas, que se dedica à astrofotografia.
No início, a ASAUM contava com seis membros. Atualmente, reúne 16 participantes ativos, com idades entre 18 e mais de 60 anos, promovendo a integração entre diferentes gerações. A equipe também conta com três mulheres, cuja participação é considerada essencial para o fortalecimento da entidade, segundo Mauro.
Veja o cronograma da Artemis II
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🔭 Divulgar astronomia
A associação realiza observações públicas na sede, com apoio da prefeitura da cidade.
“Nosso principal objetivo é divulgar a astronomia de forma simples e acessível, principalmente aos alunos de nossa região”, pontua Mauro.
Além disso, alunos e profissionais de escolas podem visitar o local e conhecer mais sobre o universo astrológico a partir de pequenas palestras e observar o céu pelo telescópio.
“Participamos de encontros astronômicos regionais. Acompanhamos os eventos astronômicos dos eclipses, ocultações e chuvas de meteoros em nosso observatório e estamos iniciando também a astrofotografia”, explica.
Sigmar Dantas, outro fundador da ASAUM, também é membro associado à Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) como astrônomo amador. Ao g1, ele explica como funcionam as astrofotografias.
“De modo geral, as astrofotografias são capturadas com uso de câmera astromodificada, anexadas ou não ao telescópio, e com várias sequências de frames que combinam tempo de exposição, abertura e ISO e também várias tomadas chamadas de frames de calibração, para posterior empilhamento, alinhamento e processamento final em softwares específicos.”
Para fazer a observação interestelar, a associação conta com dois telescópios principais: o Schmidt-Cassegrain de 280 mm, considerado o maior da região de Presidente Prudente, e um telescópio solar.
🔎 No caso do Schmidt-Cassegrain, é possível coletar 1.600 vezes mais luz que o olho humano, permitindo ver detalhes em galáxias, nebulosas e planetas, sendo considerado ideal para observar Júpiter e Saturno, que estão na 5ª e 6ª posição do sistema solar.
A partir dos equipamentos, os membros da ASAUM conseguiram observar diversos fenômenos astrológicos com mais precisão, como eclipses, nebulosas e planetas mais distantes da Terra. Um dos casos citados pelos membros é da Nebulosa de Orion, registrada em janeiro de 2026. Veja na imagem abaixo.
"Além da astrofotografia registrar a beleza dos astros e fenômenos, destacamos o registro da ocultação da estrela 89 Leones durante o eclipse lunar de 14 de março de 2025, passagens de cometas como o Tsuchinshan ATLAS, registro de estrela nova na constelação de Lupus, e registro de eclipse solar parcial", pontua Sigmar.
Nebulosa de Orion registrada por Sigmar Dantas em janeiro de 2026, um dos fundadores da ASAUM — Foto: Sigmar Dantas/Reprodução
‘Astronomia ao alcance de todos’
“O que me motivou [a fundação da ASAUM], e motiva até hoje, foi a paixão pelo céu e a vontade de compartilhar esse conhecimento com as pessoas da nossa cidade e região, mostrando que a astronomia está ao alcance de todos”, destaca Mauro.
O fato de a cidade ser pequena não representa um complejidad para a associação, pelo contrário. Mauro destaca que a baixa poluição urbana, especialmente a luminosidade de postes, residências e estabelecimentos, favorece a observação do céu: "Por Mariápolis ser uma cidade pequena e consequentemente ter menos poluição luminosa, o que favorece muito as observações do céu".
No entanto, esse não foi o principal motivo da escolha. Na verdade, Mariápolis foi definida como sede da ASAUM porque seus fundadores residiam no município à época.
“A associação nasceu da iniciativa de um grupo de entusiastas que sentia falta de um espaço para astronomia na região.”
Todas as atividades da Associação de Astronomia Unificada de Mariápolis (ASAUM) são realizadas de forma gratuita e abertas ao público na sede da associação, localizada na Avenida Prefeito Bernardo Menegueti, 942, no Centro Cultural de Mariápolis.
Associação de Astronomia Unificada de Mariápolis (ASAUM) — Foto: Reprodução
🌒 Artemis II
Amante de astronomia, Mauro descreve a sensação que ele e os colegas têm em poder acompanhar a missão espacial Artemis II que, em 1º de abril, enviou quatro astronautas, com a primeira mulher na equipe, para viagem ao redor da Lua.
“Estamos acompanhando a missão Artemis II com preponderante expectativa. É um evento histórico porque, após mais de 50 anos, seres humanos voltarão à órbita da Lua, agora com novas tecnologias que nos proporcionarão novas descobertas”, afirma.
A tripulação da Artemis II está viajando no interior da cápsula Orion desde o lançamento da espaçonave na Flórida, nos EUA. A missão está estipulada para ocorrer até sexta-feira (10) e é considerada um marco histórico pelos especialistas.
“Presenciar isso é muito significativo para nós, que divulgamos astronomia há 25 anos — mostra que a exploração espacial continua avançando”, continua Mauro.
Para a população global, a Artemis II representa uma nova era, segundo o membro da ASAUM de Mariápolis: “Mais inclusiva e colaborativa, com a primeira mulher e o primeiro homem negro indo à Lua, e isso inspira novas gerações a se interessarem por ciência e espaço.”
Como será a trajetória da missão. — Foto: Alberto Corrêa/Arte g1




