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- "Eles dois sempre diziam que só quem ia separar os dois era a morte.
"Eles dois sempre diziam que só quem ia separar os dois era a morte. Ou ela morria primeiro, ou ele morria segundo, ou eles dois iam morrer juntos, que ia sair um caixão atrás do outro. [...] Ela dizia sempre a mim: 'está vendo meu marido? Só quem larga a gente é a morte'", disse.
Brenda disse que Simone era amiga de sua mãe e a conhecia desde pequena e que chegou a falar com ela pouco antes do desmoronamento.
"Ela me conhece há 28 anos. Eu sou nascida e criada aqui na comunidade. Ela me viu na barriga da minha mãe. Todo dia eu falava com ela, todo dia. E antes de acontecer isso [o desabamento], eu tinha falado com ela. Meia hora depois foi que aconteceu essa tragédia", afirmou.
Segundo Defesa Civil, casarão que desabou era ocupado irregularmente
Segundo a vizinha, Simone foi vista pela última vez ao passar em uma barraca para comprar lanche e comentou que iria descansar. Para Brenda, o que aconteceu foi uma tragédia enorme e inesperada para toda a comunidade.
"Quem a viu na última vez disse que ela chegou na barraca, comprou as coisinhas dela e disse que ia entrar para tomar o banho dela, comer e dormir porque estava cansada. Ela foi trabalhar, só que o movimento do trabalho dela foi fraco por conta da chuva que tinha caído. Mesmo assim, ela sempre agradecia, sempre botava Deus em frente a tudo. Então, para mim foi uma tremenda tragédia. Que a gente não esperava que isso acontecesse com eles dois", disse.
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Queridos na comunidade
Segundo Brenda, o casal era alegre e muito querido pela comunidade. Os dois estavam sempre sorrindo, brincando e conversando com os vizinhos.
"Ela era uma pessoa alegre, os dois eram brincalhões, se davam com todo mundo. Quem daqui do Recife Antigo não gostasse de Simone, não gostava de ninguém. Ela, ele sempre respeitavam todo mundo, sempre brincavam", afirmou.
Simone tinha quatro filhos de um relacionamento anterior, de acordo com a amiga. Ela disse, ainda, que o casal trabalhava no Bairro do Recife, às vezes como "flanelinha", em serviços de faxina ou vendendo alimentos.
"Ela sempre trabalhou, acordava de manhã e ia para o Recife Antigo. Trabalhou com faxina, vendendo no 'dogão' do Recife Antigo. Quando não dava, encostava carro como flanelinha, e tinha a área dela na Rua da Moeda. Tanto ele quanto ela tinham a área dos dois na Rua da Moeda. Um sempre ajudava o outro. Os dois tinham aquelas brigas como casal, como qualquer um tem, mas estavam sempre juntos para o que desse e viesse", contou.
Ocupação irregular
Ruínas do casarão que desabou na Comunidade do Pilar — Foto: TV Globo/Reprodução
Ana Carolina continua internada na unidade de saúde. De acordo com o último boletim, ela passou por procedimento cirúrgico para fixar uma fratura na perna esquerda e permanece com quadro de saúde estável.
O acidente também deixou duas pessoas feridas, que foram levadas para o Hospital da Restauração, no bairro do Derby, área central do Recife: Ana Carolina da Costa Silva, de 31 anos, e Sidclei de Oliveira, de 29 anos.
Sidclei foi transferido para o Hospital Alfa, no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Segundo a unidade de saúde, ele está consciente e orientado e aguarda parecer da equipe de neurocirurgia para uma possível intervenção cirúrgica.




