Cortex AI Analítica
"Análisis de relevancia para la actualidad."
- Quando perguntadas sobre medos ao utilizar este tipo de transporte, as mulheres responderam com mais frequência o receio de serem estupr.
🔎 A pesquisa entrevistou 2.032 mulheres, com idades a partir dos 16 anos, em 77 cidades do Ceará entre os dias 1º e 14 de outubro de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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Sensação de insegurança nos deslocamentos
A pesquisa buscou saber quais são os principais medos das mulheres em diversas situações e ambientes. Ao abordar os deslocamentos pelas cidades, as perguntas incluíram as preocupações que elas costumam ter ao usar transportes por aplicativos e o transporte público.
O levantamento perguntou sobre os principais tipos de violência ao utilizar transporte por aplicativos, como Uber, 99 e táxi.
Nas respostas, 50% das entrevistadas afirmaram que têm medo de sofrer estupro nestas situações. O medo do estupro foi o principal tanto entre usuárias como não-usuárias destes serviços: mais da metade das entrevistadas responderam que usam este tipo de transporte (53%).
Medos de violência das mulheres ao utilizar transporte por aplicativos:
- 50% - Ser estuprada
- 37% - Assédio sexual ou Importunação
- 37% - Ser agredida fisicamente
- 36% - Que o motorista mude de caminho ou de rota sem aviso prévio
- 35% - Ser assaltada, roubada ou furtada
- 29% - Ser sequestrada
- 25% - Assédio moral
- 10% - Ser julgada pela aparência ou pela forma de se vestir
- 8% - Sofrer bullying
- 1% - Nenhuma dessas
- 1% - Não tem medo de sofrer violência no transporte por aplicativo
- 3% - Não sabem ou não responderam
O medo de estupro em transportes por aplicativo é maior entre as mulheres mais jovens. Os percentuais foram maiores para entrevistadas entre 16 e 24 anos (64%) e entre 25 e 34 anos (63%). Para mulheres acima dos 60 anos, por exemplo, este percentual é de 30%.
Uso de transporte público
Os resultados entram em contraste com os principais medos relacionados ao uso do transporte público. Nesta situação, o principal temor é de ser assaltada, roubada ou furtada.
Medos de violência das mulheres ao utilizar o transporte público:
- 59% - Ser assaltada, roubada ou furtada
- 46% - Assédio sexual ou importunação
- 46% - Ser estuprada
- 33% - Ser agredida fisicamente
- 29% - Ser sequestrada
- 28% - Assédio moral
- 14% - Ser julgada pela aparência ou pela forma de se vestir
- 10% - Sofrer bullying
- 0% - Nenhuma dessas
- 2% - Não têm medo de sofrer violência no transporte público
- 2% - Não sabem ou não responderam
Embora o medo mais frequente nos transportes públicos tenha sido o de ser assaltada, roubada ou furtada no resultado geral, as mulheres mais jovens tiveram percentuais mais altos para as respostas que envolvem algum tipo de violência sexual.
O medo de assédio sexual ou importunação foi maior entre mulheres de 16 a 24 anos (59%) e de 25 a 34 anos (58%). O medo de ser estuprada apareceu em segundo lugar para estas mesmas faixas etárias, com 56% e 54%, respectivamente.
Mais da metade já sofreu violência
Mais da metade das entrevistadas no Ceará relataram já ter sofrido algum tipo de violência — Foto: Nino Caré/Pexels
O estudo também perguntou às mulheres se elas já sofreram algum tipo de violência. A resposta foi “sim” para 51% das entrevistadas. Dentre os tipos de violência vivenciados, o mais frequente foi a violência psicológica.
Tipos de violência já vivenciadas pelas mulheres cearenses:
- 28% - Violência psicológica
- 16% - Violência física
- 15% - Violência sexual
- 11% - Violência doméstica
- 9% - Violência virtual
- 6% - Violência patrimonial
- 8% Violência institucional
- 3% - Violência policial
- 48% - Não sofreram nenhum desses tipos de violência
A violência psicológica foi mais prevalente em todas as faixas etárias, sendo maior entre mulheres de 16 a 24 anos (37%) e menor entre mulheres acima dos 60 anos (16%).
🔎 Confira outros destaques do levantamento:
- 40% das mulheres afirmaram que mudam hábitos em suas rotinas por medo ou insegurança por serem mulheres. Na maioria dos casos (68%), elas evitam sair sozinhas de casa, principalmente à noite.
- Quando perguntadas sobre ambientes em que se sentem mais seguras como mulheres, a maioria das entrevistadas respondeu que isso acontece em suas próprias casas (83%) e na casa de amigos e parentes (66%).
- Por outro lado, os espaços públicos são percebidos como locais mais inseguros: apenas 10% se sentem seguras no transporte público ou enquanto aguardam em pontos de ônibus e terminais. E 13% se sentem seguras em ruas, praças e parques.
- Dentre os canais de denúncia e apoio às mulheres, os mais conhecidos são o contato da Polícia Militar (71%), a Delegacia da Mulher (57%) e o Disque 180 (56%).
- Para diminuir o medo e a insegurança, a maioria acredita que é necessário aumentar o policiamento nas ruas (56%), aumentar a segurança dentro dos transportes coletivos (36%) e capacitar agentes de polícia para atender casos de violência e assédio contra a mulher (29%).
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