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"Análisis de relevancia para la actualidad."
- A pesca acidental e o consumo ainda são riscos importantes.
O fenômeno ainda não tem explicação definida. Pesquisadores avaliam hipóteses como comportamento reprodutivo ou influência de correntes marítimas e marés.
A Baía de Guanabara é considerada um ambiente favorável para esses animais. “A Baía de Guanabara é a quinta maior baía do mundo em biodiversidade de elasmobrânquios, que são os tubarões e as raias. São mais de 10 espécies descritas”, explica o especialista.
Apesar da preponderante quantidade de animais, o biólogo tranquiliza os banhistas: “Não é para ninguém ficar preocupado. Esse agregamento de raias que a gente está vendo é um motivo de muita comemoração. As raias têm muito mais medo da gente do que a gente delas.”
Ele orienta que, ao encontrar uma arraia, o ideal é manter distância e evitar qualquer tipo de contato: “Se você ver uma raia, curte, fica quietinho e não precisa fazer nada.”
Além do comportamento recente, os pesquisadores também alertam para ameaças à espécie. A pesca acidental e o consumo ainda são riscos importantes. Muitas vezes, a carne de arraia é vendida como “cação”, termo genérico que também inclui tubarões.
“Não se recomenda que a carne de raia seja servida para gestantes e crianças”, afirma Ricardo Gomes, citando inclusive estudos sobre contaminação por metais nesses animais.
Outro fator que preocupa é a baixa taxa reprodutiva das arraias, o que dificulta a recuperação da população. Diferentemente de outros peixes, elas geram poucos filhotes e demoram mais tempo para atingir a maturidade.
Aumento no número de arraias chama a atençao dos pesquisadores do Rio — Foto: Divulgação/Projeto Raias da Guanabara
Por outro lado, a maior presença desses animais pode indicar melhorias ambientais. A recuperação da qualidade da água em pontos como Praia do Flamengo e Praia de Botafogo tem possibilitado o retorno da biodiversidade marinha.
Para ajudar no monitoramento, pesquisadores incentivam a participação da população. Por meio de plataformas de ciência cidadã, moradores podem registrar avistamentos e contribuir para o mapeamento das espécies.
A expectativa é que, com mais dados, seja possível entender melhor o fenômeno e fortalecer políticas de conservação.
Aumento de arraias no litoral do Rio intriga pesquisadores e chama atenção nas praias — Foto: Divulgação/Projeto Raias da Guanabara




