
Blood Orange se apresenta no Lollapalooza 2026
Van Campos/AgNews
O inglês Dev Hynes, também conhecido como Blood Orange, é o tipo de artista queridinho por ser introspectivo. Dele, ninguém espera firula, só um show cuidadoso – exatamente o que ele entregou nesta sexta (20) no Lolla.
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Muso dos sentimentais alternativos (Hynes já trabalhou com artistas de Solange Knowles a Lorde), o músico quase não falou com a plateia e preferiu conversar pela música.
Ele já disse em entrevistas que festivais o causam ataques de pânico. Mas se não falou muito, não deixou devendo na musicalidade: foi sem esforço dos vocais à guitarra, do violoncelo ao piano Rhodes.
Blood Orange se diz queer e frequentemente canta sobre ser "estranho", o "cisne negro" ("Negro Swan" é o nome de um dos álbuns mais conhecidos dele).
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Muito por isso, atraiu fãs apaixonados com suas canções sensíveis e suingadas, ali entre o R&B, jazz e rock alternativo.
Coube bem quando ele tocou no violoncelo uma versão de "How Soon is Now", do The Smiths: "Sou humano e preciso ser amado assim como todo mundo", diz a letra.
Hynes também entende seus limites, então capricha na banda. Em "Best to You", quem passasse desavisado pensaria que o show era dos backing vocals (um homem e uma mulher, os dois com vozes angelicais, diga-se de passagem).
O músico ficou mais de maestro, fazendo as vezes de vocalista e passando por faixas queridinhas como "Saint", "Jesus Freak Lighter" e "Charcoal Baby".
Blood Orange se apresenta no Lollapalooza 2026
Van Campos/AgNews
Mas na plateia (numerosa para uma sexta à tarde, aliás), ninguém pareceu se importar com o artista "escondido". Com o clima suave e intimista das faixas, deu pra curtir e reparar em cada efeito sonoro.
Tudo praticamente sem pausas: uma espécie de set ao vivo com uma música emendando na outra.
Foi interessante porque exigiu concentração da plateia, que nem sempre está disposta a isso. Hoje estava. Muitos ali aguardavam a headliner Sabrina Carpenter, mas aproveitaram para dar uma dançadinha.
Outros eram fãs mesmo e, silenciosos como o artista, estavam emocionados de verdade.
Aquele papo de que o público não sabe mais curtir show sem firula é balela. Blood Orange provou hoje que música boa basta. Um belo show para "abrir os trabalhos" deste festival, que deve reunir todo tipo de bom performer – até os mais quietos como Hynes.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1
No Lolla 2026, Blood Orange fala pouco, toca muito e prova que música boa sempre emociona
Cortex AI
Resumen, sesgo y contexto.G1 Gloves



